terça-feira , 21 agosto 2018

Seis vereadores de Teresópolis são presos na manhã desta sexta-feira

presos camara de teresopolisOperação do MP-RJ e da Polícia Civil investiga metade da Câmara do município

O Ministério Público do Rio de Janeiro, através do Grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (Gaocrim), em conjunto com a Polícia Civil, pela Delegacia Fazendária, realizam na manhã desta sexta-feira (25/05) a Operação Ananas (abacaxi em francês) para prender seis dos doze vereadores eleitos da Câmara Municipal de Teresópolis, Região Serrana do Rio.

Até as 8h45, cinco parlamentares já haviam sido presos. Também estão sendo cumpridos sete mandados de busca e apreensão, um deles na Câmara da cidade. A ação conta com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ).

Mandados de prisão
Claudia Lauand, a “Dra. Claudia”
Eudilbelto José Reis, o “Dedê da Barra”
Leonardo Vasconcellos de Andrade
Luciano dos Santos Cândido, o “Pastor Luciano”
Rocsilvan Rezende da Rocha, o “Rock”
Ronny Santos Carreiro
Os vereadores são acusados de associação criminosa para a prática dos crimes de concussão e peculato.

Contratos sem licitação
Ao longo das investigações foi comprovado que os vereadores, agindo por conta própria, se uniram para exigir do ex-prefeito Mario de Oliveira Tricano a indicação de empresas a serem contratadas, sem as devidas licitações, para realização dos serviços de iluminação pública municipal, serviços cemiteriais, estacionamento rotativo pago e saneamento básico no município.

Os parlamentares também exigiram a contratação de pessoas indicadas por eles para cargos comissionados no poder executivo. Para terem suas demandas atendidas, eles ameaçaram o ex-prefeito de rompimento político e cassação do mandato.

O vereador “Pastor Luciano” foi denunciado também por corrupção ativa. Segundo a denúncia, ele ofereceu a um ex-secretário do município o pagamento de R$300 mil por mês, em troca da indicação de uma empresa para prestação do serviço de coleta de lixo na cidade.

Já a vereadora Claudia Lauand foi denunciada também pelo crime de peculato, por empregar em seu gabinete seu marido, Gerson Ribeiro dos Santos Júnior, e Rosana Gomes da Costa Santos, mesmo ciente de que eles jamais exerceriam qualquer função dentro da Casa. Rosana é acusada de ficar com uma pequena parte dos R$ 5,7 mil reais referentes ao salário de chefe de gabinete. O restante do dinheiro, ela devolvia à vereadora. Diante dos fatos, a Justiça solicitou a devolução de quase R$ 90 mil aos cofres municipais.

Divulgação: G1 Região Serrana

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