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domingo , 9 dezembro 2018

Empresas de ônibus ameaçam reduzir frota na Região Serrana após greve nacional de caminhoneiros

onibus petropolis
Cidades da Serra do Rio de Janeiro ameaçam a reduzir a frota de ônibus nas ruas após a greve nacional dos caminhoneiros, que está bloqueando a saída de distribuidoras e refinarias de óleo diesel em todo o país. As empresas alegam que o estoque de combustível já está sendo afetado.

Em Nova Friburgo, a empresa Faol afirma que o estoque de combustível vai durar apenas até a noite desta terça-feira (22) e disse que já reduziu a quantidade de horários de ônibus até que a situação seja normalizada.

“Como o fornecedor regular está com suas carretas bloqueadas, a empresa está tentando comprar combustível no mercado paralelo, mas este também enfrenta dificuldades para entregar o produto. Preventivamente, para que a população não seja prejudicada, a empresa entrou em contato com a Secretaria de Mobilidade e comunicou que a quantidade de horários será reduzida fora da hora do rush à partir desta tarde”, informou por meio de nota.

Em Petrópolis, o Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários (Setranspetro) informou que o o bloqueio das refinarias já está prejudicando o abastecimento de óleo diesel nas garagens de ônibus das cinco empresa que atuam na cidade.

Segundo o sindicato, juntas elas consomem cerca de 40 mil litros de óleo diesel por dia e recebem o combustível nas garagens a cada dois ou três dias, dependendo da frota de cada uma.

“Se a situação não for normalizada até quarta-feira (23), o sistema de transporte vai racionar a operação dos ônibus porque não vai ter combustível suficiente para colocar toda a frota em circulação”, afirma a nota do Setranspetro.

A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) também enviou nota reforçando que o bloqueio montado nas rodovias e terminais de distribuição de combustíveis está impedindo a renovação dos estoques das empresas de ônibus em todo o Estado do Rio e falou sobre a possibilidade de paralisação dos serviços.

“Apesar dos esforços que estão sendo feitos para regularizar o abastecimento, há empresas que já estão com as operações limitadas, afetando os passageiros. O racionamento de combustível é uma medida adotada em caráter emergencial até a normalização da distribuição de óleo diesel, que depende do fim das manifestações. Se isso não ocorrer a curto prazo, há o risco de paralisação de todas as empresas”.

A Fetranspor afirma ainda que a crescente oscilação do preço do óleo diesel é um fator que preocupa também o setor de transporte público. “Nos últimos 15 meses, a variação do preço do combustível chegou próximo a 20%, o que vem pressionando os custos operacionais do setor de ônibus”, disse por meio de nota.

Fonte: G1

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