segunda-feira , 18 junho 2018

Testemunhas de caso de racismo dos jogos jurídicos começam a ser ouvidas

caso de racismo pucOrdem dos Advogados do Brasil (OAB) em Petrópolis emitiu nota oficial repudiando ato e pedindo a punição dos responsáveis.

s testemunhas começaram a ser ouvidas na tarde desta quarta-feira (6) em inquérito que investiga denúncia de racismo no Jogos Jurídicos Estaduais em Petrópolis, na Região Serrana do Rio. Ainda nesta quarta, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Petrópolis emitiu nota oficial repudiando o ato e pedindo a punição dos responsáveis. A reitoria da PUC-Rio também expressou, em nota, seu desconforto com a situação.

De acordo com o delegado, Claudio Batista Teixeira, as primeiras testemunhas foram ouvidas nesta quarta-feira na 105ª delegacia. O inquérito foi aberto nesta terça (5) , quando a vítima também registrou a ocorrência. O delegado afirmou que está sendo investigado o crime de injúria qualificada, pela utilização de elementos referentes a cor.

O estudante da Universidade Católica de Petrópolis (UCP), Maicon Nascimento, de 26 anos, foi atingido por uma casca de banana no sábado (2) ao sair do campo de futebol e após a equipe dele vencer o jogo contra a PUC-Rio.

Ao G1 o estudante disse: “Não quero ser vítima, mas atos racistas não passarão despercebidos”. Ele afirma também que não identificou a agressora, mas sabe que ela estava na torcida da PUC. Apesar disso, ele diz que tem muitos amigos que estudam na universidade e que esta pessoa não representa a instituição.
A Liga Jurídica Estadual do Rio de Janeiro puniu a Atlética de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Puc-Rio) depois desta e outras duas denúncias de racismo envolvendo alunos da faculdade de direito durante os Jogos Jurídicos.

O caso gerou repercussão nas redes sociais. Universidades fundadoras da Liga, responsável pelos Jogos Jurídicos Estaduais do Rio de Janeiro, publicaram uma nota da organização de repúdio aos casos de racismo e enumerando as punições aplicadas à PUC do Rio.

“Não tergiversamos em combater qualquer forma de manifestação de racismo por meio de punições disciplinares e preservaremos o esforço de contínua melhoria das políticas de promoção da diversidade e da igualdade racial em nossa Universidade”, diz comunicado da universidade.

OAB repudia atos de racismo
Nesta quarta-feira (6), a OAB-Petrópolis emitiu uma nota de repúdio dizendo: “…situações graves como esta não devem se repetir, sendo necessária a exemplar punição dos autores. Nossa solidariedade aos que foram atingidos por tal fato, e confiamos que as autoridades busquem o desfecho que assegure o cumprimento da lei e a punição dos responsáveis”.
Fonte: G1 Região Serrana

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