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domingo , 9 dezembro 2018

Falsas comunicações de crimes são descobertas após análises de câmeras de monitoramento

cameras CiopInformações prestadas em depoimentos foram verificadas com registros das câmeras de monitoramento; dois denunciantes vão responder por estelionato

A 106ª Delegacia de Polícia, em Itaipava, usou imagens das câmeras do Centro Integrado de Operações de Petrópolis (Ciop) para comprovar que três denúncias de assaltos eram, na verdade, falsas comunicações de crimes. As ocorrências foram em Nogueira e próximo ao Gheren. As “vítimas” alegaram que tiveram o celular roubado e duas delas vão responder por estelionato. Esses casos mostram mais uma função do monitoramento na cidade.

O município tem 56 câmeras em 46 locais. E a importância delas, como pode se ver nesses casos, não é só pelo que elas conseguem flagrar, mas também por mostrar se um crime realmente ocorreu. Foi através das câmeras que foi possível comprovar que as denúncias eram falsas e impedir a tentativa de golpes, auxiliando de maneira fundamental a Polícia Civil para desvendar esses casos.

Após a denúncia dos crimes, a delegada Juliana Ziehe consultou o Ciop sobre registro das imagens captadas pelas câmeras que ficam na Praça de Nogueira e em frente ao Gheren – e não foi encontrado nada que comprovasse a versão apresentada pelas vítimas. Além disso, foi feito rastreamento dos celulares. Confrontados com essas informações, todos os três confessaram que mentiram em depoimento.

O primeiro relato foi de um homem que alegou ter sido assaltado por homens armados na Praça de Nogueira. Ele estava tentando se livrar do pagamento de uma dívida e, por isso, disse ter tido roubado celular, documentos e carteira. No entanto, com as imagens da câmera que fica no local e o rastreio do celular, o homem confessou a tentativa do golpe.

O outro caso de estelionato foi descoberto em apenas dois dias. O homem que disse ter sido roubado contou que o assaltante armado passou de moto e cometeu o crime na Av. Piabanha. A câmera que fica em frente ao Gheren não registrou nenhuma moto passando no momento em que ele alegou ter acontecido o roubo.

“Nesse caso a contribuição do Ciop foi ainda maior, porque a gente sabia que o local era todo monitorado. Então passamos a característica do crime relatado e nada foi encontrado. E a câmera mostrou que ele passou pelo local. Voltamos a falar com esse homem que fez a denúncia, que então confessou que queria pegar o valor do seguro ou então um celular novo”, explicou a delegada da 106ª DP.

Em ambos os casos, como houve a tentativa de obter vantagem financeira, os dois vão responder pelo artigo 171 do Código Penal e podem pegar até cinco anos de prisão.

O terceiro caso foi de um adolescente de 12 anos, que contou para a Polícia que foi assaltado na Praça de Nogueira. O menino queria esconder dos pais a falta na escola. No entanto, nenhuma imagem detectou a presença do criminoso com as características indicadas. Nesse caso, a falsa comunicação do crime será analisada pela Vara da Infância e Juventude.

A comunicação falsa de um crime traz um prejuízo enorme para a Polícia Civil, que acaba usando parte do tempo para investigar denúncias improcedentes, enquanto poderiam solucionar crimes reais em menos tempo. Essa é mais uma funcionalidade do Ciop. As imagens ficam sempre à disposição das delegacias para auxiliar no trabalho deles.

Divulgação: PMP

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