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domingo , 9 dezembro 2018

Motoristas desesperados em sete arrastões em menos de 24 horas no Rio

arrastão rioAssaltos foram registrados entre sábado e domingo. Na sexta à noite, motorista de ônibus ficou no meio do fogo cruzado e morreu após ser atingido com um tiro na cabeça.

Do início da noite de sábado (17) ao fim da tarde de domingo (18), motoristas foram vítimas de pelo menos sete arrastões em estradas e vias que cruzam o Grande Rio. Um taxista foi morto. Na manhã desta segunda-feira (19), outro roubo foi flagrado – desta vez no Engenho Novo, na Rua Maria Antônia.

Muitos dos sete ataques foram registrados em vídeo. São eles:

Sábado, 21h30: Via Dutra, altura de Nova Iguaçu;
Domingo, 2h40: Rodovia Washington Luís, altura de Caxias, com um morto;
Domingo, 14h30, Avenida Automóvel Clube, altura de Vicente de Carvalho;
Domingo, 15h, Via Dutra, altura de Nova Iguaçu;
Domingo, 15h15, Rodovia Washington Luís, altura de Caxias;
Domingo, 16h15, Avenida Brasil, altura de Fazenda Botafogo;
Domingo, 17h30, Rodovia Washington Luís, altura de Caxias.
Houve ainda um assalto na Rio-Magé no sábado, em hora ainda não confirmada. Este foi um dos casos flagrados por usuários do aplicativo “Onde Tem Tiroteio”. Em todos, aparecem carros voltando de ré ou na contramão.

O crime do taxista morto está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios como roubo seguido de morte. Um homem de 61 anos foi encontrado já sem vida dentro do táxi.

Estatísticas
Levantamento da Polícia Rodoviária Federal mostra que o número de roubos de carros tem crescido nas rodovias federais do Rio. Entre janeiro e setembro de 2016, foram 1.643.

No mesmo período de 2017, passou para 2.120 casos. Esse ano, já foram 2.236, aumento de 5% em relação ao ano passado e de 36% em relação a 2016. Na Washington Luís, o número de casos caiu de 56 para 17. Mas, na Dutra, houve um crescimento de 32 para 46 casos.

Tiros na rodovia
O feriado no estado já tinha começado violento: na sexta-feira, um motorista de ônibus morreu ao ser atingido em tiroteio entre policiais rodoviários e bandidos na Dutra. Carlos Alberto Araújo, de 52 anos, trabalhava há seis na Viação Tinguá.

“Deixou menino de 12 anos, menina de 24, uma mãe. Quem sustenta essa casa? Quem sustenta? Aí fica complicado. Aquele ali, igual a ele não existe”, lamenta o amigo Rodrigo Oliveira. Colegas de profissão de Carlos Alberto têm medo de continuar trabalhando.

Fonte: G1

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